Palocci leva 12 anos e 2 meses de reclusão de sentença


O juiz Sérgio Moro condena o ex ministro pelo crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

 

Os réus da operação Lava Jato estão sendo condenados, e hoje 26/06/2017, saiu a sentença do juiz Sérgio Moro junto a Justiça Federal do Paraná e a condenação do ex-ministro Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além de ter negociado propina em uma quantia de mais de 10 milhões de dólares com a  empreiteira Odebrecht. A condenação ainda inclui o pagamento de uma multa de pouco mais de 1 milhão de reais.

José Roberto Batochio, um dos principais criminalistas do País e  ex advogado de defesa, abandonou o ex-ministro ao saber  de sua intenção de delatar os outros participantes do caso, pois não concorda com instituto da colaboração premiada. Palocci então foi obrigado a contratar  uma nova equipe de advogados especializados nesse tipo de acordo. Tentou seduzir o juiz Sérgio Moro: “Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil”, acenou.

Mas Moro não se abateu e declarou: “O caso trata de macrocorrupção, envolvendo conta corrente geral de propinas entre o Grupo Odebrecht e agentes do Partido dos Trabalhadores, com cerca de R$ 200 milhões acertados, R$ 133 milhões repassados e um saldo de propina do remanescente. Antônio Palocci Filho era o principal administrador da conta corrente geral de propinas“.

O ex-ministro foi investigado e julgado embasado na delação premiada de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, também julgado e condenado no a 12 anos de prisão e 260 dias multa pelo crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, mas como assinou a delação, teve sua pena suspensa.

Foram condenados além de Palocci, João Santana e Mônica Moura, ambos receberam penas de sete anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro que estavam sendo investigados pelo mesmo crime. Eduardo Costa Vaz Musa, que foi ex-gerente da área Internacional da Petrobras, foi condenado por corrupção passiva, mas como foi delator teve a pena de 2 anos no regime aberto diferenciado. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a seis anos de prisão por corrupção passiva.